espirito de grupo

Scolari tem uma estranha capacidade. A capacidade de dividir quando o tempo é para unir. Num país onde primeiro está o clube e depois a selecção, Scolari pretende manter viva esta tradição.
Quem imaginava, Baía chorando de lenço na mão à porta do Aeroporto no dia da partida para Alemanha enganou-se. À porta do Aeroporto, além dos habituais grupos de crianças e raparigas sedentas de autografos ou sorrisos, provavelmente terá uma grande parte do país desejando insucesso e espumando ódio. Baía, Quaresma, João Tomás, Tonel, Miguelito etc... serão os simbolos dos deserdados da Praça da Alegria/terreiro do Paço.
O grupo de amigos de Scolari (a quem desejo sorte) sabe que o critério da sua selecção não foi o mérito, foi o amiguismo. O tal "espirito de grupo". Espero que não seja um "espirito de grupo", como aquele que eterniza personagens no futebol português, como o inteligentissimo Madaíl ou o indescritivel Valentim. Provavelmente com a ajuda divina da não-sei-quê-do-Caravaggio.
Como disse, desejo sorte à selecção. Mas aviso já, que da minha parte, em caso de insucesso, não estarei à porta do Aeroporto no dia da volta com "rosas e mel".


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